Fogo que arde sem se ver
Nada comparável ao fogo de um corpo a pedir a chama que só uma noite de amor sabe dar. Nada mais inquietante e fugaz que duas almas a quererem consumar-se numa noite de amor. Duas peles a trocarem as suas epidermes, duas línguas a trocarem os seus fôlegos. Dois lábios a morderem-se de morte, dois braços com toda a vida no seu colo. E juntar a isto o amor. O amor de uma mulher e de um homem que se amam fugaz e velozmente, intensamente e perdidamente. E deixar de ser o sexo para ser o amor. E deixar de ser dois corpos para serem duas luzes. Foi nisto que passei a minha tarde: a querer ser tua e não poder ser.
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