“Nada fará sentido
no amor, nada. Quando duas almas se juntam, só há algo que as poderá separar:
os outros. O bem dos outros será sempre o mal de duas almas. Estranhas,
incontínuas e completas. Terás que escolher: o teu mundo ou o mundo. Fica
sempre com a opção que te pareça menos absurda. Se por fim escolheres que
nenhuma das opções vale a pena, escolhe o vosso mundo, lá terás sempre lugar
para quantas vezes queiras ir e voltar. Não esperes paciência se fores, nem
esperes encontrar tudo tão bem como deixaste. Os corações precisam de medidas
de sustentabilidade. Mas o amor faz-se de porta aberta. Não interessa o que te
possam dizer, a maioria ama de maçaneta na mão.” Inês leu as últimas palavras
daquele casal em frente à cidade inteira. Apartir dessa hora nunca mais se
olharam da mesma maneira.
